Territorialização: Onde o Direito Encontra o Endereço.
- Hermes Vissotto

- há 23 horas
- 2 min de leitura

Muitas vezes, ouvimos dizer que "o Estado deve estar em todo lugar". No Sistema Único de Assistência Social (SUAS), essa frase ganha um contorno muito mais preciso através da territorialização. Mas, afinal, o que significa levar o serviço para onde a vulnerabilidade está?
Mais que um Mapa, uma Identidade
A territorialização é a superação daquela velha visão de "guichê", onde o cidadão precisava percorrer longas distâncias para pedir ajuda. No SUAS, o território não é apenas um CEP ou uma delimitação geométrica; é um espaço pulsante onde a vida acontece, com suas carências, mas também com suas potências e redes de solidariedade.
Quando a Assistência Social se territorializa, ela passa a enxergar as particularidades de cada comunidade. Um bairro periférico em uma metrópole tem desafios radicalmente diferentes de uma comunidade ribeirinha ou de um quilombo. Territorializar é dar cor e rosto aos dados estatísticos.
O CRAS como Farol do Território
O Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) é a materialização dessa estratégia. Ele não está ali por acaso; sua localização é fruto de um estudo sobre onde os índices de desproteção são mais altos. Ele funciona como um "farol", iluminando as necessidades locais e articulando a rede: escolas, postos de saúde e associações de moradores.
Levar o serviço para onde a vulnerabilidade está é um ato de equidade. Significa reconhecer que aqueles que mais precisam de proteção são, frequentemente, os que têm menos meios para buscá-la. A territorialização inverte a lógica do privilégio e coloca o serviço público no pé da ladeira, no final da rua de terra, no centro da vida de quem mais precisa.
"A proteção social só é efetiva quando ela deixa de ser uma promessa no papel e se torna uma presença real na esquina do cidadão."

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