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MARÇO MULHER: Benedita da Silva, A Voz que Rompeu o Silêncio e Redesenhou o Brasil.

  • Foto do escritor: Hermes Vissotto
    Hermes Vissotto
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

Seguindo as homenagens do Março Mulher, a Revista JS não poderia escolher outra figura para estampar nossa homenagem senão aquela que transformou o "não" em degrau. Falar de Benedita da Silva é narrar a história de uma mulher que forçou as portas da história para que todas as mulheres pudéssem passar.


A Força que Vem do Morro

Nascida na Praia do Pinto e forjada no Chapéu-Mangueira, Benedita nunca foi uma "visitante" na política. Ela levou consigo o cheiro do sabão das lavadeiras, a urgência das cozinhas e a força das comunidades que o Brasil oficial insistia em ignorar. Quando ela subiu os degraus do Congresso Nacional em 1986 como a primeira deputada federal negra, ela não estava sozinha: carregava as mãos de milhões de mulheres que, até então, nunca haviam se visto naquele espelho de poder.



Um Legado de Integridade

Em um cenário político tantas vezes marcado por tempestades, Benedita permanece como um farol de coerência. Ex-governadora, senadora, ministra e, acima de tudo, uma sobrevivente que se recusa a recuar. Ela nos ensina que o poder não deve ser um exercício de vaidade, mas uma ferramenta de serviço.


"Não sou uma mulher que entrou para a política; sou uma política que nasceu mulher, negra e favelada." — Benedita da Silva


Nossa Homenagem

Neste mês de março, celebramos a mulher que provou que o lugar da mulher preta é onde ela decidir estar, seja na base da pirâmide social ou na presidência de uma sessão no Senado.


À Benedita, nosso respeito, nossa admiração e nosso agradecimento por ter aberto o caminho. Você não é apenas uma pioneira; você é o solo fértil onde a democracia brasileira aprendeu a ser, finalmente, mais justa.


Viva Benedita! Viva a mulher brasileira!


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