Direitos não são Favores: A Fronteira entre Política Pública e Política Partidária no SUAS.
- Hermes Vissotto

- há 23 horas
- 1 min de leitura

A Assistência Social no Brasil percorreu um longo caminho para deixar de ser vista como "caridade" e se tornar um Direito de Estado. No entanto, um desafio persistente ainda assombra os CRAS, CREAS e unidades de acolhimento pelo país: a tentativa de transformar programas sociais em moedas de troca eleitoral.
Nesta edição da Revista JS, desvendamos por que separar o "partido" da "política pública" é essencial para a dignidade de quem atende e de quem é atendido.
O Estado é Permanente, o Governo é Passageiro
A primeira lição é entender que a Política Pública pertence ao cidadão. Ela é baseada em leis (como a LOAS) e em critérios técnicos. Se uma família recebe um benefício, é porque ela tem o direito garantido pela sua situação de vulnerabilidade, e não porque um político "autorizou".
Já a Política Partidária foca na manutenção do poder. Quando um gestor utiliza a entrega de uma cesta básica ou a inauguração de uma unidade para promover sua imagem pessoal ou seu partido, ele está ferindo o Princípio da Impessoalidade, previsto na Constituição Federal.
Reflexão JS: O SUAS é uma conquista do povo brasileiro. Defender a sua autonomia técnica é defender a própria democracia. Quando dizemos "não" ao uso partidário das ações sociais, estamos dizendo "sim" à dignidade de cada trabalhador e usuário.

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