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Protesto na COP30: Manifestantes indígenas e ambientalistas entram em confronto com seguranças em Belém.

  • Foto do escritor: Hermes Vissotto
    Hermes Vissotto
  • 11 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura
Foto: reprodução
Foto: reprodução

A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP30, que ocorre em Belém (PA), foi marcada nesta terça-feira, 11 de novembro, por um protesto que terminou em confusão, bloqueio de saída e pelo menos um segurança ferido. O episódio aconteceu por volta das 19h20, logo após a entrevista coletiva de encerramento do segundo dia de debates, na chamada Blue Zone, área destinada às negociações oficiais entre delegações e autoridades internacionais.


O que aconteceu

De acordo com relatos da imprensa, um grupo formado por representantes de povos indígenas, estudantes e ativistas ambientais tentou entrar à força na área restrita da conferência. Os manifestantes carregavam faixas, bandeiras e, em alguns casos, trajes e instrumentos tradicionais indígenas. A tentativa de invasão ocorreu pela entrada principal, onde ficam as máquinas de raio-x e o controle de segurança.


Os seguranças reagiram para impedir o avanço e houve tumulto. Durante a correria, um segurança ficou ferido e a saída da Blue Zone foi temporariamente bloqueada. Após o confronto, a organização reforçou o controle de acesso e as pessoas credenciadas puderam deixar o local em segurança.


Motivos do protesto

Os manifestantes integravam a Marcha Global Saúde e Clima, que reuniu cerca de 3 mil pessoas, entre médicos, enfermeiros, estudantes, lideranças indígenas e representantes de movimentos sociais. A marcha percorreu cerca de 1,5 km, saindo da Avenida Duque de Caxias até o parque onde ocorre a COP30. O grupo reivindicava políticas de saúde pública que considerem os impactos da crise climática e protestava contra a exploração de petróleo e o desmatamento na Amazônia.


Repercussão e medidas de segurança

O secretário extraordinário da COP30, Valter Correia, afirmou que as providências cabíveis estavam sendo tomadas e destacou que “a ONU tem todos os seus protocolos de segurança”. A equipe de segurança da conferência reforçou o policiamento na área de acesso ao evento e as delegações receberam novas orientações para garantir o fluxo seguro de entrada e saída.


A ONU, responsável pela coordenação internacional da COP, informou que manifestações pacíficas são parte da tradição das conferências climáticas, mas destacou que o acesso às áreas restritas é rigidamente controlado por motivos de segurança diplomática.


A importância do diálogo

O episódio reforça a necessidade de diálogo entre governos, povos originários e sociedade civil. A presença dos povos indígenas nas conferências do clima é fundamental para lembrar que são eles os principais guardiões das florestas e das práticas sustentáveis. No entanto, a tensão gerada por barreiras de participação demonstra que ainda há um longo caminho a percorrer para garantir representatividade real nas decisões globais sobre o meio ambiente.


O equilíbrio entre segurança, liberdade de expressão e participação social é um dos maiores desafios das conferências internacionais. A COP30, sediada na Amazônia, tem o dever simbólico de mostrar ao mundo que o futuro sustentável precisa incluir a voz de quem vive e protege o território.


Fontes:


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