Novidade no SUAS: Ministério lança guia prático para qualificar o atendimento nos Centros de Convivência.
- Hermes Vissotto

- há 2 dias
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Com o título "Ninguém chega por acaso", a nova publicação do Ministério do Desenvolvimento Social traz diretrizes indispensáveis para a recepção, escuta e orientação no fortalecimento de vínculos.
O acolhimento na assistência social vai muito além de um procedimento burocrático ou do preenchimento de formulários: ele é a materialização do acesso a direitos garantidos por lei. Com essa premissa, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) acaba de lançar a cartilha "Ninguém chega por acaso – Guia para equipes dos Centros de Convivência do SUAS: recepção, escuta e orientação".
A publicação, editada neste ano de 2026, surge como uma ferramenta essencial e de leitura obrigatória para assistentes sociais, psicólogos, pedagogos e demais trabalhadores da proteção social básica que atuam diretamente no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV).
Três dimensões essenciais do cuidado
O guia estruturado divide a qualificação do atendimento diário em três pilares fundamentais:
Recepção: O primeiro contacto, focado no modo humanizado como as equipes recebem e orientam quem procura o espaço.
Escuta: Uma postura de atenção real e qualificada, que respeita as singularidades e a diversidade (cultural, étnica, de género e geracional) de cada utilizador.
Orientação: A clareza indispensável na explicação dos fluxos da unidade, horários de funcionamento das oficinas e na articulação direta com o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do território.
Gestos simples que geram vínculos
Um dos grandes destaques da cartilha é a sua abordagem prática através de histórias em banda desenhada, retratando o cotidiano dos territórios. O material ensina atitudes simples que transformam a experiência, tais como saudar cordialmente, apresentar-se com nome e função, indagar como a pessoa prefere ser chamada e disponibilizar um espaço confortável caso o cidadão chegue cansado ou confuso.
Outro ponto fulcral abordado pelo documento é a visibilidade da infância. Sob o lema "Crianças não são invisíveis!", o guia alerta para a necessidade de incluir crianças e adolescentes nos diálogos de forma respeitosa, garantindo a sua centralidade e prioridade absoluta no atendimento social, mesmo quando acompanhadas pelos responsáveis.
O que evitar na prática profissional
Para além das boas práticas, a publicação traz um importante alerta sobre erros comuns que devem ser eliminados das rotinas dos Centros de Convivência, tais como:
Tratar o momento da acolhida como uma mera triagem administrativa;
Utilizar jargões técnicos ou linguagem excessivamente formal que distancie o cidadão;
Apressar as escolhas ou impor decisões às famílias atendidas;
Tratar o acesso ao serviço governamental como um "favor" ou um benefício pessoal, esquecendo que se trata de um direito constitucional.
Download disponível
A iniciativa reforça o compromisso da Secretaria Nacional de Assistência Social (SNAS) e do Departamento de Proteção Social Básica (DPSB) na valorização contínua das equipes locais. A cartilha já se encontra disponível para consulta e download nos portais oficiais do Ministério e serve como uma excelente base para reuniões de planeamento e capacitação interna das equipas do SUAS.
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Link da Publicação: https://blog.mds.gov.br/redesuas/wp-content/uploads/2026/06/CARTILHA_ACOLHIMENTO_USUARIOS_CENTRO_CONVIVENCIA.pdf

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