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Novidade no SUAS: Ministério lança guia prático para qualificar o atendimento nos Centros de Convivência.

  • Foto do escritor: Hermes Vissotto
    Hermes Vissotto
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura


Com o título "Ninguém chega por acaso", a nova publicação do Ministério do Desenvolvimento Social traz diretrizes indispensáveis para a recepção, escuta e orientação no fortalecimento de vínculos.


O acolhimento na assistência social vai muito além de um procedimento burocrático ou do preenchimento de formulários: ele é a materialização do acesso a direitos garantidos por lei. Com essa premissa, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) acaba de lançar a cartilha "Ninguém chega por acaso – Guia para equipes dos Centros de Convivência do SUAS: recepção, escuta e orientação".


A publicação, editada neste ano de 2026, surge como uma ferramenta essencial e de leitura obrigatória para assistentes sociais, psicólogos, pedagogos e demais trabalhadores da proteção social básica que atuam diretamente no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV).


Três dimensões essenciais do cuidado

O guia estruturado divide a qualificação do atendimento diário em três pilares fundamentais:

  1. Recepção: O primeiro contacto, focado no modo humanizado como as equipes recebem e orientam quem procura o espaço.

  2. Escuta: Uma postura de atenção real e qualificada, que respeita as singularidades e a diversidade (cultural, étnica, de género e geracional) de cada utilizador.

  3. Orientação: A clareza indispensável na explicação dos fluxos da unidade, horários de funcionamento das oficinas e na articulação direta com o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do território.


Gestos simples que geram vínculos

Um dos grandes destaques da cartilha é a sua abordagem prática através de histórias em banda desenhada, retratando o cotidiano dos territórios. O material ensina atitudes simples que transformam a experiência, tais como saudar cordialmente, apresentar-se com nome e função, indagar como a pessoa prefere ser chamada e disponibilizar um espaço confortável caso o cidadão chegue cansado ou confuso.


Outro ponto fulcral abordado pelo documento é a visibilidade da infância. Sob o lema "Crianças não são invisíveis!", o guia alerta para a necessidade de incluir crianças e adolescentes nos diálogos de forma respeitosa, garantindo a sua centralidade e prioridade absoluta no atendimento social, mesmo quando acompanhadas pelos responsáveis.


O que evitar na prática profissional

Para além das boas práticas, a publicação traz um importante alerta sobre erros comuns que devem ser eliminados das rotinas dos Centros de Convivência, tais como:

  • Tratar o momento da acolhida como uma mera triagem administrativa;

  • Utilizar jargões técnicos ou linguagem excessivamente formal que distancie o cidadão;

  • Apressar as escolhas ou impor decisões às famílias atendidas;

  • Tratar o acesso ao serviço governamental como um "favor" ou um benefício pessoal, esquecendo que se trata de um direito constitucional.


Download disponível

A iniciativa reforça o compromisso da Secretaria Nacional de Assistência Social (SNAS) e do Departamento de Proteção Social Básica (DPSB) na valorização contínua das equipes locais. A cartilha já se encontra disponível para consulta e download nos portais oficiais do Ministério e serve como uma excelente base para reuniões de planeamento e capacitação interna das equipas do SUAS.


Gostou desta novidade? Deixe o seu comentário abaixo e partilhe com os seus colegas de equipa como tem sido a prática de acolhimento no seu município.




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