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A Canetada que Abalou o Patriarcado: 94 Anos do Voto Feminino no Brasil.

  • Foto do escritor: Hermes Vissotto
    Hermes Vissotto
  • há 7 horas
  • 2 min de leitura
Voto Feminino
Voto Feminino

Imagine viver em um país onde sua voz é considerada "perigosa" para a estabilidade da família e onde sua única missão política é o silêncio. Para as brasileiras de 1891, essa não era uma distopia, mas a realidade nua e crua ditada pelos corredores do Congresso.


Nesta semana, celebramos os 94 anos da conquista do voto feminino no Brasil, um marco que transformou o poder público, antes um "feudo masculino", em um espaço de direito compartilhado.


O Peso da Resistência: Quase 40 Anos de Espera

A luta não foi curta. O desejo de participação política das mulheres nasceu junto com a República, na Assembleia Constituinte de 1890-1891. Naquela época, a modernização prometida pelo novo regime parecia parar na porta de casa.


Parlamentares da época usavam um verniz de "proteção" para esconder o preconceito. O deputado Serzedelo Correa chegou a afirmar que dar o voto à mulher seria tirar sua "santidade" e destruir a família. Outros, como o senador Coelho e Campos, eram mais diretos: "Minha mulher não irá votar". O medo real não era o fim da família, mas a entrada do "elemento feminino" em um jogo de poder que os homens controlavam sozinhos.


O Rosto da Mudança: Bertha Lutz

Se o movimento sufragista brasileiro tem um nome central, este é Bertha Lutz. Bióloga, educadora e diplomata, ela foi a fundadora da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (FBPF).


Bertha não lutava apenas por um "X" na cédula; ela lutava pelo conceito de que recusar a igualdade era denegar justiça a metade da população. Sua articulação foi estratégica, unindo ciência, direito e uma pressão política incansável que culminou no Código Eleitoral de 24 de fevereiro de 1932, assinado por Getúlio Vargas.



"Recusar à mulher a igualdade de direitos em virtude do sexo é denegar justiça a metade da população." — Bertha Lutz


O Caminho à Frente

Apesar do avanço, a luta continua. Hoje, embora sejamos a maioria do eleitorado, as mulheres ainda ocupam uma porcentagem minoritária das cadeiras no Congresso e nas Prefeituras. Celebrar os 94 anos do voto é lembrar que o direito de escolher o futuro do país foi uma conquista árdua, arrancada de mãos que não queriam abrir mão do controle.


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