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O que muda no abono salarial em 2026.

  • Foto do escritor: Hermes Vissotto
    Hermes Vissotto
  • há 8 horas
  • 3 min de leitura

O abono salarial é um benefício anual que funciona como um reforço importante no orçamento de milhões de trabalhadores formais no Brasil. A partir de 2026, porém, novas regras entram em vigor e podem reduzir o número de pessoas que terão direito a esse valor. Para entender o impacto dessas mudanças, é essencial analisar o histórico, as novas exigências e o futuro do programa.


O abono salarial em poucas palavras

O abono salarial é pago aos trabalhadores de baixa renda inscritos no PIS ou Pasep e que atuaram formalmente por pelo menos trinta dias no ano base. O valor pode chegar ao salário mínimo do ano de pagamento, variando conforme os meses trabalhados.


Para ter direito até agora, era preciso cumprir quatro critérios: inscrição no PIS ou Pasep por no mínimo cinco anos, remuneração mensal média de até dois salários mínimos, vínculo formal e informação correta pelo empregador nas bases oficiais.


Por que as regras irão mudar

O governo federal aprovou mudanças dentro do pacote fiscal que visa equilibrar os gastos públicos. Uma forma de reduzir despesas foi alterar o cálculo do limite salarial para acesso ao benefício. Em vez de acompanhar os aumentos do salário mínimo, esse limite passará a ser corrigido apenas pela inflação.


Como o salário mínimo normalmente cresce acima da inflação, cada reajuste tende a excluir trabalhadores que antes eram contemplados. Assim, a mudança representa uma redução gradual no alcance do programa.


O que muda a partir de 2026

O ano base para o pagamento de 2026 será 2024. As principais alterações são:

• O limite médio de renda deixará de ser dois salários mínimos do ano base

• O patamar inicial será R$ 2.640,00 reais (equivalente a dois salários mínimos de 2023)

• A atualização ocorrerá apenas com base na inflação oficial

• Ao longo dos anos, o critério será gradualmente ajustado até atingir o equivalente a um salário e meio, o que pode ocorrer por volta de 2035

• O valor do abono seguirá vinculado ao salário mínimo vigente no ano do pagamento e continuará sendo proporcional aos meses trabalhados

A mudança permite prever que trabalhadores que hoje se enquadram no limite podem perder acesso ao benefício nos próximos anos.


Quem pode perder o benefício

Apesar das demais regras permanecerem válidas, a alteração no critério de renda é a que mais reduz o número de beneficiários. Estimativas apontam que milhões de trabalhadores podem deixar de receber o abono até o final desta década.


Se a renda de um trabalhador crescer acompanhando o salário mínimo, ele poderá ultrapassar o limite corrigido apenas pela inflação e deixar de se enquadrar.


Como o valor continuará sendo calculado

O valor máximo do benefício continuará sendo o salário mínimo vigente no ano do pagamento. Quem trabalhou menos meses receberá proporcionalmente. Se o salário mínimo de 2026 for de aproximadamente R$ 1.631,00 reais, quem trabalhou seis meses no ano base receberá cerca da metade desse valor.


O que essas mudanças representam para o país

O governo afirma que as mudanças tornam o benefício mais focalizado nos trabalhadores de menor renda e permitem economia significativa aos cofres públicos. O programa continuará existindo, mas de forma mais restrita.


Para o trabalhador, entretanto, o alerta é importante. A tendência é que o acesso ao benefício se torne mais difícil com o passar dos anos.


O que fazer agora

Cada trabalhador deve ficar atento a alguns pontos fundamentais:

  1. Manter registro ativo no PIS ou Pasep

  2. Confirmar se trabalhou formalmente no ano base

  3. Acompanhar a renda média para não ultrapassar o limite

  4. Conferir se os dados foram enviados corretamente pelo empregador

  5. Acompanhar o calendário oficial de pagamento do Codefat


O abono salarial não está acabando. Mas sua porta de entrada está se estreitando. Compreender essas mudanças desde já ajuda os profissionais a planejarem seu orçamento e a garantirem que recebam aquilo que ainda lhes é devido enquanto as regras permitem.


Fontes e Links



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