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Março Mulher: A Força Ancestral de Sonia Guajajara no Coração do Brasil.

  • Foto do escritor: Hermes Vissotto
    Hermes Vissotto
  • há 3 horas
  • 2 min de leitura

Dando continuidade à nossa série especial Março Mulher, onde celebramos figuras que redefinem o significado de liderança e resistência, nossa segunda homenageada é uma mulher cujo nome ecoa das profundezas da floresta amazônica até os salões de mármore de Brasília e as Nações Unidas.


Estamos falando de Sonia Guajajara, a primeira Ministra dos Povos Indígenas do Brasil e uma das vozes mais potentes do planeta na luta contra a crise climática.


A Menina de Arariboia que Desafiou Fronteiras

Nascida na Terra Indígena Arariboia, no Maranhão, Sonia Bone de Sousa Silva Santos aprendeu cedo que a sobrevivência de seu povo dependia da proteção da terra. Mas ela não parou na autodefesa. Com uma coragem rara, deixou a aldeia aos 15 anos para buscar educação, formando-se em Letras e Enfermagem.


Sonia compreendeu que, para salvar a floresta, ela precisaria dominar as ferramentas do "homem branco". E foi exatamente o que fez, transformando o saber acadêmico em um escudo para a sabedoria ancestral.


"Nunca Mais um Brasil Sem Nós"

A trajetória de Sonia é marcada pelo pioneirismo. De coordenadora da APIB (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil) à lista das 100 pessoas mais influentes do mundo pela revista Time, ela rompeu o cerco da invisibilidade. Em 2023, ela fez história ao assumir o recém-criado Ministério dos Povos Indígenas, simbolizando uma reparação histórica de mais de 500 anos.


Para a Revista JS, homenagear Sonia neste Março Mulher é reconhecer que o feminismo, em sua forma mais profunda, é também interseccional. Sonia luta pela mulher indígena, mas ao fazer isso, luta pela proteção da biodiversidade, pela água limpa e pelo ar que todos nós respiramos.


"Nós somos a cura da Terra", costuma dizer Sonia. E, de fato, sua gestão e ativismo mostram que não há futuro possível sem a preservação dos biomas e o respeito às guardiãs da vida.


O Legado do Cocar

Sonia Guajajara não usa o cocar apenas como um adorno; ela o usa como uma coroa de responsabilidade. Ela nos ensina que liderar não é sobre ocupar um cargo, mas sobre ocupar um espaço de transformação. Sua presença no governo e no cenário internacional é a prova de que o lugar da mulher, indígena, preta, urbana ou ribeirinha, é onde ela decidir que seu povo precisa de voz.


Neste Março Mulher, a Revista JS saúda Sonia Guajajara. Por sua resiliência, por sua diplomacia firme e por nos lembrar que a nossa humanidade está intrinsecamente ligada às raízes da terra.


Sonia Guajajara é a nossa segunda homenageada. Uma mulher que planta sementes de justiça para que as próximas gerações possam colher um mundo mais verde e equitativo.



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