top of page

Juízes levarão semanas para decidir sobre apelação do GP de Mônaco da F1.

  • Foto do escritor: Hermes Vissotto
    Hermes Vissotto
  • há 10 horas
  • 2 min de leitura
Formula One F1 - Monaco Grand Prix - Circuit de Monaco, Monaco - June 7, 2026 Alpine's Pierre Gasly in action during the race REUTERS/Yves Herman/Pool Purchase
Formula One F1 - Monaco Grand Prix - Circuit de Monaco, Monaco - June 7, 2026 Alpine's Pierre Gasly in action during the race REUTERS/Yves Herman/Pool Purchase

PARIS — Os juízes do tribunal de apelação levarão de duas a três semanas para definir os resultados finais do Grande Prêmio de Mônaco de junho, após uma audiência realizada nesta terça-feira, informou o órgão regulador da Fórmula 1.


O Tribunal Internacional de Apelação da FIA reuniu-se à porta fechada em Paris em um caso que determinará se o terceiro lugar permanece com Pierre Gasly, da Alpine, ou se vai para Isack Hadjar, da Red Bull, gerando desdobramentos diretos para os pilotos que terminaram logo atrás.


Gasly cruzou a linha de chegada em terceiro lugar no dia 7 de junho, mas foi rebaixado para a sétima posição ao receber duas penalidades pós-corrida de cinco segundos por excesso de velocidade no pit-lane. Com isso, o também francês Hadjar foi promovido ao terceiro lugar e comemorou no pódio com champanhe.


A decisão foi anulada em 12 de junho após um "direito de revisão", no qual os comissários aceitaram as evidências da Alpine (equipe pertencente à Renault) de que havia ocorrido um erro no sistema de cronometragem. Hadjar devolveu o troféu a Gasly antes que sua equipe e a McLaren entrassem com um recurso formal em 16 de junho.


Além da queda de Hadjar na tabela — em uma corrida vencida pelo líder do campeonato Kimi Antonelli (Mercedes), com Lewis Hamilton (Ferrari) em segundo —, Oscar Piastri (McLaren) caiu para quinto, com Liam Lawson em sexto e Arvid Lindblad em sétimo para a Racing Bulls (equipe de propriedade da Red Bull).


Indignação e Questão de Justiça Desportiva

O chefe da McLaren, Andrea Stella, afirmou durante o GP da Holanda no último fim de semana que a anulação das punições de Gasly levantou sérias preocupações sob a ótica da justiça desportiva.


Isso ocorre porque Oscar Piastri também recebeu punições pelo mesmo excesso de velocidade nos boxes, mas, ao contrário de Gasly, cumpriu-as ainda durante a corrida — uma situação que não pode ser revertida e que custou posições e pontos preciosos ao piloto australiano.


O piloto da Mercedes, George Russell, candidato ao título, terminou fora da zona de pontuação após cumprir uma punição de drive-through no pit-lane. Ele revelou ter pedido para que sua penalidade fosse aplicada após a corrida, justamente para manter a chance de revertê-la.


"Há um interesse geral para a Fórmula 1, para o esporte e para a integridade da categoria, e há um interesse material direto para a McLaren em termos de impacto no campeonato", declarou Stella ao explicar os motivos do recurso.


Ao anular as sanções de Gasly em junho, os próprios comissários admitiram que a situação gerou injustiça para os demais concorrentes:


"Não existe regulamento que conceda aos comissários o poder de 'desfazer' uma penalidade cumprida em pista. De qualquer forma, é impossível imaginar como tal poder poderia ser applied".


Nenhum detalhe adicional emergiu da audiência confidencial de terça-feira. A próxima etapa do calendário da Fórmula 1 será o Grande Prêmio da Itália, em Monza, no dia 6 de setembro, seguido pela estreia do novo circuito de Madri, no dia 13 de setembro.


FAÇA PARTE DA NOSSA COMUNIDADE:


Instagram


Site  


Whatsapp

Comentários


bottom of page