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Gestão, não Investigação: O que realmente faz um Coordenador de CREAS?

  • Foto do escritor: Hermes Vissotto
    Hermes Vissotto
  • 21 de fev.
  • 1 min de leitura

Atualizado: 23 de fev.


O papel do coordenador no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) é, muitas vezes, o "coração" da proteção social especial. No entanto, a linha entre a gestão do serviço e a cobrança por funções que não pertencem à assistência social costuma ser alvo de dúvidas e de pressões indevidas.



O "Desvio de Função" Invisível: O que NÃO é atribuição

Aqui entramos no ponto crítico. Por lidar com violência e violações, muitas instituições externas (e até a gestão municipal) tentam usar o coordenador e sua equipe para funções que fogem à PNAS (Política Nacional de Assistência Social).



Nota importante: "Confundir proteção com investigação compromete o vínculo de confiança entre o técnico e o usuário. Sem confiança, não há trabalho socioassistencial efetivo."


A Importância do "Não" Técnico

Para o coordenador, saber dizer "não" a requisições judiciais que ferem a autonomia do serviço é uma forma de proteger a equipe e o usuário. O CREAS produz relatórios informativos e de acompanhamento, e não laudos periciais criminais.


Ser coordenador do CREAS exige equilíbrio entre a sensibilidade técnica e o rigor administrativo. É ser um facilitador de direitos, nunca um braço repressivo do Estado.




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