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Do Auxílio à Autonomia: O Potencial do Empreendedorismo Social nos CRAS.

  • Foto do escritor: Hermes Vissotto
    Hermes Vissotto
  • 3h
  • 2 min de leitura

Como a inovação social pode transformar vulnerabilidade em protagonismo dentro dos territórios atendidos pelo SUAS.


O Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) é, por excelência, a porta de entrada para a proteção social. No entanto, o desafio contemporâneo da assistência vai além do suporte imediato: trata-se de fomentar estratégias que garantam a autonomia das famílias. É nesse cenário que o Empreendedorismo Social emerge como uma ferramenta de emancipação política e econômica.


Diferente do empreendedorismo tradicional, cujo único norte é a maximização do lucro, o empreendedorismo social no contexto do SUAS foca na resolução de problemas coletivos. É a costureira do bairro que se une a outras para criar uma cooperativa de uniformes escolares; é o jovem que transforma o lixo tecnológico da comunidade em inclusão digital.


Aqui, o "lucro" é medido pelo impacto: redução da insegurança alimentar, melhoria da autoestima e, fundamentalmente, a quebra do ciclo de pobreza.



Exemplos que Inspiram

As sócias da Asta: Rosane Rosa, Rachel Schettino e Alice Freitas (Foto: Marcelo Correa/ Editora Globo)
As sócias da Asta: Rosane Rosa, Rachel Schettino e Alice Freitas (Foto: Marcelo Correa/ Editora Globo)

Casos como a Rede Asta e o Carteiro Amigo demonstram que a periferia é um polo de soluções, não apenas de carências. Quando o CRAS apoia uma horta comunitária ou uma oficina de upcycling, ele está fornecendo os instrumentos para que o usuário deixe de ser apenas um "beneficiário" e passe a ser um "agente de transformação" do seu próprio CEP.


Conclusão

Empreendedorismo social no CRAS é sobre dignidade. É permitir que o cidadão vislumbre um futuro onde sua subsistência não dependa exclusivamente de repasses governamentais, mas também de sua capacidade criativa e produtiva. É o Estado investindo na inteligência e na resiliência do povo.


O empreendedorismo social não substitui o dever do Estado com a seguridade social, mas o complementa ao oferecer caminhos de saída para a vulnerabilidade crônica.



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