
🟤 Guia de Pesquisa – Sala 04
Vida Escravizada
1. Objetivo da sala
Apresentar como se estruturou a vida diária das pessoas escravizadas no Brasil, revelando tanto a brutalidade do sistema escravista quanto as formas de resistência, organização comunitária, espiritualidade, cultura e preservação da identidade negra.
Demonstrar que mesmo em condição de opressão extrema, a população negra foi protagonista na construção econômica, cultural e social do país.
2. Questões norteadoras da pesquisa
• Como funcionava a organização do trabalho escravo nas fazendas, engenhos, minas e cidades?
• Quais eram as formas de violência física, psicológica, sexual e religiosa?
• Como as pessoas escravizadas se organizavam em família e comunidade?
• O que eram “senzalas”, “ganho”, “alforria”, “irmandades negras”?
• Quais práticas culturais e religiosas foram mantidas em segredo como forma de sobrevivência?
• Como se dava a resistência cotidiana ao sistema escravista?
3. Fontes obrigatórias e materiais de apoio
Instituições de referência
• Museu Afro Brasil (SP)
• Museu Histórico Nacional (RJ)
• Arquivo Público da Bahia
• Arquivos de paróquias, irmandades negras e inventários coloniais
Pesquisadores e obras essenciais
• Luiz Felipe de Alencastro
• Sidney Chalhoub
• Manolo Florentino
• Flávio dos Santos Gomes
• Eduardo França Paiva
Materiais complementares
• Litografias e pinturas coloniais e do Império
• Objetos cotidianos arqueológicos e rituais
• Registros de compra e venda, castigos e punições
• Depoimentos da tradição oral
• Obras literárias como “Escrava Isaura” (análise crítica, não literal)
4. Elementos visuais e acervos digitais
• Representações educativas sobre o trabalho escravo no campo e na cidade
• Infográfico sobre tipos de trabalho (engenho, mineração, doméstico, ganho)
• Objetos: ferramentas, instrumentos, correntes (representação simbólica)
• Mapa da expansão econômica do Brasil escravista
• Áudios com cantos de trabalho e toques de origem africana
⚠️ Importante:
Evitar reprodução de tortura gráfica ou exposição de sofrimento desumanizante.
O foco deve ser denunciar o sistema e valorizar a resistência e humanidade.
5. Personagens, lugares e marcos essenciais
• Engenhos coloniais do Nordeste
• Ouro e diamante em Minas Gerais
• Trabalho urbano (escravos de ganho, serviços públicos)
• Estruturas sociais: senhores, feitores, ordens religiosas
• Resistências: sabotagens, fugas, alianças, preservação cultural
Conceitos obrigatórios:
• Senzala, tronco, pelourinho
• Alforria e compra de liberdade
• Irmandades negras como refúgio espiritual e político
• Sexualidade, maternidade e violência contra mulheres negras
6. Produtos finais esperados para entrega
Obrigatórios
• Texto base da sala (800–1100 palavras)
• Galeria de 8 a 12 imagens com análises históricas
• Linha do tempo do ciclo escravista brasileiro
• 6 cards educativos (trabalho, cidade, resistência, família, cultura, fé)
• Podcast ou áudio curto sobre vida cotidiana escravizada (2–4 min)
Opcionais recomendados
• Mapa com pontos de memória em Roraima e no Brasil
• Modelagem 3D de uma senzala educativa (reconstituição com respeito)
Observação curatorial
A Sala 04 deve dialogar com a Sala 05, enquanto transição para uma narrativa de luta por liberdade.
Aqui, mostramos como resistimos. Na próxima, como conquistamos caminhos.




